E sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.

Há muitas profissões e muitos tipos de trabalho. Mas façamos o que fizermos, Jesus quer que sejamos pescadores e pastores. Mar e campo. Peixes e ovelhas.

Pescar – cativar pessoas para Ele.
Pastorear – ajudar pessoas a crescerem na vivência com Ele.

As recordações com que João termina o seu escrito apontam inescapavelmente para esta exigente e honrosa missão. Bem, com a sua exigência concordamos plenamente… concordamos tanto que nos chegamos a convencer que não é para nós, visto que temos esta limitação e aquela e ainda aqueloutra…

Pois, mas quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

O que teria Pedro pensado e sentido quando, provavelmente numa caminhada pela praia, Jesus lhe disse “se me amas segue-me”?

Seguir-te, Senhor?
Sim, se me amas, caminha nos meus passos, vive como eu vivi, serve como eu servi, dá a vida pelas ovelhas como eu dei.
Senhor, Tu sabes que eu te amo.

(Já não mais a arrogância, o sentido de superioridade, a competição pelo melhor lugar).

Então, segue-me pelo caminho que é para ti. Não te distraias, não te compares com o caminho do teu companheiro. Concentra-te em mim. Toma a tua cruz.
Eu sou a ressurreição e a vida… crês tu nisto? Então permanece na minha palavra e segue-me.

Ah, somos dum rebanho, mas não indistintos seres duma massa uniforme. No fim da história – e que bela história – Jesus tem uma conversa particular com cada um. Ninguém pode fugir a dar-lhe uma resposta.

No verso 24 do derradeiro capítulo de João o seu autor identifica-se com o discípulo amado e afirma-se testemunha do que foi escrito. A seguir lemos: “E sabemos que o seu testemunho é verdadeiro”. Os estudiosos interrogam-se: quem são estes que assim atestam a veracidade do testemunho do evangelista?

Ao longo dos séculos e até hoje, muitos leitores podem responder: “Eu. Eu li e vim a saber com toda a convicção que o que está escrito é verdadeiro.”

Quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade.

A Palavra de Deus não volta para Ele vazia. Ao virarmos a última página (por ora) do Evangelho de João, que o nosso coração tenha sido levado para mais perto do Senhor por meio do toque de Jesus, o Verbo e a Luz, nas nossas vidas.

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